Criado em 2017 para potencializar a geração de negócios entre as empresas que atuam no segmento dos residenciais geriátricos, o Projeto Conexão Healthcare acaba de produzir os primeiros frutos. Os 15 empreendimentos que participam do programa concluíram a compra conjunta de luvas descartáveis e estão finalizando a aquisição de fraldas geriátricas (também descartáveis). Esse processo irá gerar uma economia de, aproximadamente, R$ 300 mil. O grupo foi formado a partir de uma parceria entre o Sebrae RS e o Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa).

O gestor do projeto no Sebrae RS, Lucas Alves, revela que esta é a primeira iniciativa, mas que a meta do Conexão Healthcare é fazer um mínimo de quatro compras ainda em 2018 e atingir uma economia de R$ 1 milhão para as empresas participantes “Desenhamos uma metodologia para que os empreendedores se percebam como parceiros e, dessa forma, possam ter um maior poder de negociação com os fornecedores”, comenta.
O modelo, relatado por Alves, prevê, em um primeiro momento, a escolha de itens de consumo comum ao grupo, seguido pela negociação com potenciais fornecedores e, finalizando, com o faturamento individual. “Quando definimos essa estratégia buscamos organizar um volume considerável de produtos que se torne atrativo aos fornecedores e, ao mesmo tempo, sem gerar um comprometimento individual com grandes volumes, pois estoque parado é dinheiro que pode estar circulando na empresa”, descreve o gestor.
O coordenador do Núcleo de Residenciais Geriátricos Rogério Guaraldi, gestor do Residencial Geriátrico Recanto da Vó Marlene, demonstra grande satisfação com os rumos do Conexão Healthcare. “O projeto, com a parceria do Sindihospa, apoia os empreendedores que têm buscado a qualificação para desmistificar o estigma de que residencial geriátrico é local de depósito de idosos”, avalia.
Rogério acredita que os dois anos de atuação não serão suficientes para desenvolver as várias demandas dos participantes. “Temos muitas propostas, como a criação de um selo de qualidade para destacar os melhores residenciais geriátricos e, assim, as pessoas poderão conhecer e escolher com mais consciência os melhores locais”, conclui.
Lucas informa que o próximo passo é adaptar a metodologia para a contratação de produtos e serviços mais complexos, que são o grande peso na folha de gastos dos residenciais. “Se já estamos conseguindo gerar uma economia considerável com produtos que não têm grande destaque no orçamento, imagina quando pudermos otimizar os custos com alimentação a partir de negociação coletiva”, anima-se.
Para os próximos meses, o Núcleo de Residenciais Geriátricos prospecta a compra de materiais de higiene e de serviços que possam ser utilizados em conjunto.
Fonte: Sebrae RS
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